Como construimos dashboards que a equipa realmente usa
Um dashboard bonito que ninguem abre e um dashboard mal feito. Contamos o que perguntamos antes de desenhar o primeiro grafico.
- Web Analytics
- Alisson Machado
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A pergunta antes do grafico
Antes de desenhar qualquer grafico perguntamos que decisao ele vai ajudar a tomar. Se a resposta nao for clara, o grafico normalmente nao sobrevive ao primeiro mes.
Um dashboard usado tem poucos numeros e todos ligados a uma accao possivel — o resto e ruido que a equipa aprende a ignorar.
Da decisao para o evento
Comecar pela ferramenta leva sempre ao mesmo sitio: cem eventos marcados e nenhuma pergunta respondida. A ferramenta e boa a registar tudo, e registar tudo nao e informacao.
Comecamos pela decisao — o que vamos mudar consoante o resultado — e so depois perguntamos que evento a informa. Um evento que nao muda decisao nenhuma e ruido com custo de manutencao.
A lista final costuma ter menos de dez entradas, e cada uma tem um dono.
Atribuicao e um modelo, nao uma verdade
Ultimo clique da todo o credito ao ultimo passo; primeiro clique ao primeiro. Nenhum dos dois viu a conversa que aconteceu fora do site, e as duas leituras estao incompletas de maneiras diferentes.
Usar um modelo sabendo o que ele ignora e analise. Usar um modelo achando que ele mede a realidade e superstiticao com folha de calculo.
Por isso escrevemos, ao lado de cada numero, o que ele nao ve.
Relatorios que alguem le ate ao fim
Um relatorio sem recomendacao devolve o trabalho a quem o pediu: agora e essa pessoa que tem de interpretar graficos que nao montou.
Escrevemos primeiro a recomendacao e so depois escolhemos os graficos que a sustentam. Os que nao sustentam nada saem, por mais bonitos que sejam.