Formularios que as pessoas acabam
Cada campo a mais e uma razao a mais para desistir. O que cortamos e o que mantemos.
- UX&UI
- Alisson Machado
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O campo que ninguem precisa de preencher
Antes de desenhar o formulario, listamos o que fazemos com cada resposta. Os campos sem resposta a essa pergunta saem.
O telefone e o exemplo classico: pede-se sempre, usa-se raramente, e e o campo que mais gente faz fechar a pagina.
Antes de desenhar, perceber
A primeira versao de um ecra e quase sempre uma resposta a pergunta errada. Nao porque quem desenha se enganou, mas porque a pergunta certa so aparece depois de alguem tentar usar o que foi feito.
Por isso separamos duas conversas que costumam acontecer ao mesmo tempo: o que a pessoa esta a tentar fazer, e como o produto lhe responde. Misturar as duas leva a discutir o tamanho de um botao antes de saber se ele devia existir.
Na pratica isto e meia duzia de entrevistas curtas e um mapa do percurso actual, com os pontos onde as pessoas desistem marcados a cor. Costuma caber numa semana e poupa meses.
O que testamos e o que assumimos
Nem tudo se testa. Ha decisoes que custam mais a validar do que a desfazer, e essas assumem-se com consciencia em vez de bloquearem o trabalho a espera de dados.
A regra que usamos e simples: se desfazer for barato, decide-se e segue-se; se for caro, mede-se primeiro. Escrever essa distincao evita a discussao interminavel sobre se ha dados suficientes.
O que fica de fora tambem se escreve. Uma lista do que NAO vamos resolver nesta fase e o que impede o ambito de crescer sozinho enquanto ninguem olha.
Entregar sem partir o que ja funciona
Um redesenho que muda tudo de uma vez torna impossivel saber o que melhorou. Se as metricas subirem, nao se sabe porque; se descerem, tambem nao.
Preferimos entregar por partes, com o antes e o depois a conviver o tempo suficiente para comparar. E menos espectacular e muito mais util a segunda iteracao.